ANATOMIA DO CORAÇÃO

15 10 2007

Ao longo dos textos vou insistir pela repetição dos temas abordando de forma semelhante. São feitos propositadamente insistindo com vista a memorizar a aprendizagem.  

O coração é o motor do corpo. Um músculo encarregado de bombear o sangue por todo o organismo. Como se de um bailarino se tratasse, o coração depende do ritmo, da elasticidade e da agilidade para representar bem seu papel e receber os aplausos do público. É o ritmo demasiado cadenciado, causador de uma doença que afecta a milhões de pessoas no mundo espanhóis cada ano: a insuficiência cardíaca. Em ocasiões, depois de uma lesão do coração causada por uma doença (como ocorre depois de um ataque cardíaco, uma infecção vírica ou algumas outras doenças), esta acção de bombeio pode debilitar-se. O coração é então incapaz de fornecer sangue suficiente para cobrir as necessidades do organismo e surge uma insuficiência cardíaca. O coração funciona da seguinte maneira: O sangue entra no lado esquerdo procedente dos pulmões, onde se tem recarregado de oxigénio. A seguir, o sangue se bombeia a todo o organismo e transporta nutrientes e oxigénio a todos os tecidos do organismo, e também substâncias de refugo ao fígado e os rins para sua excreção. Depois volta ao lado direito do coração para ser bombeada de novo aos pulmões e carregar-se outra vez de oxigénio. 

É uma máquina perfeita que Deus fez e que a gente destrói com nossos maus hábitos. Nunca as pessoas tiveram acesso a tanto na vida, mas esse acesso e consumo não melhora nossa qualidade de vida e não tornou nosso coração mais feliz.  

PRINCIPAIS AFECÇÕES CARDÍACAS

 Como disse a Arteriosclerose é a denominação genérica de certo número de doenças nas quais se produzem engrossamento e perda de elasticidade da parede arterial. Esta doença generalizada produz hipertrofia e degeneração das pequenas artérias musculares ou arteriolas (arteriolosclerosis) e também nos grandes vasos, que, em sua forma mais grave, provoca a obstrução do vaso. Devido a seus efeitos sobre o cérebro, o coração, os rins, outros órgãos vitais e as extremidades, a cardiopatia aterosclerótica e o acidente vascular cerebral seguem representando a causa principal de mortalidade. 

ANGINA DE PEITO

 Quando se produz uma obstrução de uma artéria coronária, por exemplo, por uma placa de aterosclerose que obstrui o fluxo, as artérias distales à obstrução dilatam para compensar a queda de pressão. Então se perde a reserva coronária que está em repouso e ao fazer exercício pode ter angina, isto é, isquemia. Pode concluir-se que quando os órgãos solicitam ao coração maior energia, este pode responder a seu trabalho, sempre que também aumente a demanda de oxigénio por parte do próprio músculo cardíaco. A angina de peito é a fase que precede usualmente a um enfarte agudo de miocárdio e, depois dela, alguma das artérias que conduz o sangue aos músculos do coração fica parcialmente obstruída por arteriosclerose, isto é, endurecimento e engrossamento das artérias. A angina é um sintoma e não uma doença. É o resultado directo da falta de sangue no músculo cardíaco (isquemia). Quando alguém se esforça, o coração precisa mais oxigénio para trabalhar mais e quando as artérias coronárias estão afectadas e não podem ajustar-se ao aumento da demanda de sangue, os nervos do coração transmitem mensagens dolorosas de aviso urgente ao cérebro. A dor referida ou irradiada se deve a que o cérebro, por confusão, sente os impulsos desde localizações próximas como os braços, o pescoço ou o maxilar. 

ENFARTE DO MIOCÁRDIO

 Ataque cardíaco ou enfarte miocárdico se produz quando um coágulo põe obstáculos completos em uma das artérias coronárias, que irrigam o coração; a falta de sangue nos tecidos do coração produz uma destruição parcial ou total do músculo cardíaco. A vítima de um ataque cardíaco usualmente se queixa de uma dor intensa e persistente no tórax, que lhe pressiona o peito e que pode estender-se ao pescoço, ombro e braço esquerdo. Outros sintomas que o advertem são: desmaio, suor, náuseas e falta de ar. Esta é uma emergência médica que, em casos graves, pode produzir paragem cardiorrespiratória e a morte do paciente, pelo que requer hospitalização imediata. O enfarte agudo de miocárdio ocasiona, em muitas ocasiões, mortes prematuras de pessoas em plena etapa produtiva da vida e, quem a supera, pode chegar a deixar sequelas graves como incapacidade prolongada e invalidez.  

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

 Uma pessoa pode perceber os primeiros sintomas de insuficiência cardíaca se sente mais cansaço do habitual, devido a que seus músculos não obtêm todo o sangue rico em oxigénio que precisam. Também falta de alento quando realiza exercício. Assim mesmo, as pessoas que sofrem esta alteração pode acordar notando falta de alento, inclusive também estando deitada. E, talvez se lhes inchem os pés e os tornozelos, já que, quando se retarda o fluxo de sangue, o organismo retém mais água. Também é habitual que urinem com mais frequência do habitual pela noite e, as vezes, o coração parece bater mais rápido ou irregularmente. 

Hipertensão Arterial

 - Excesso de pressão nas artérias mantida durante um período de anos e não tratada pode levar a um grande número de complicações, ente as mais importantes destaco: a arteriosclerose, a cardiopatia hipertensiva e o ictus. Estima-se que um 20% da população adulta tem hipertensão ou elevação da pressão sanguínea nas artérias. A pressão arterial normal num adulto sentado e descontraído não deveria passar de 145/90 mm Hg. A existência de cifras mais altas pode ser devida a alterações no rim, hormonais ou ao endurecimento das paredes das artérias por depósitos de gordura. Nestes casos se podem produzir danos graves no coração e no cérebro. 

Colesterol – O nível de colesterol e a prevalência de cardiopatia coronária são influenciados pelos factores ambientais e a dieta. Diversos estudos realizados demonstraram que a diminuição dos níveis de colesterol investe a progressão da Cardiopatia coronária e reduz os episódios de isquemia coronária.  

Os benefícios da redução dos níveis de colesterol são maiores nos pacientes que apresentam também outros factores de risco, como o consumo de cigarros e a hipertensão.  

Tabagismo – O consumo de cigarros aumentam o risco de doença arterial periférica, cardiopatia coronária e de qualquer patologia cerebrovascular. O fumo é particularmente perigoso nos indivíduos com um risco cardiovascular global aumentado.Existe uma relação dose-efeito quanto ao risco de doença coronária e o número de cigarros consumidos ao dia. Os indivíduos que deixam de fumar apresentam só a metade do risco dos que seguem fumando, com independência do tempo que levem fumando.  

O prejuízo que sobre nosso organismo produz a hipertensão arterial foi desconhecido durante muito tempo. Até os anos sessenta não se demonstrou com clareza que manter a pressão elevada produzia complicações severas para a saúde (hemorragia cerebral, angina de peito, enfarte de miocárdio e insuficiência cardíaca congestiva) e que uma redução sustentada das pressões arteriais aumenta de forma significativa os anos de vida do paciente, já que diminui os incidentes cardiovasculares característicos nestes pacientes. A doença cerebrovascular é a causa cerca de 30% de mortes do sexo masculino e de 35% do sexo feminino na Europa. Apresenta uma elevada prevalência entre a população. A prevalência da HTA na Europa Ocidental, segundo os estudos epidemiológicos realizados na população adulta nos quais o limite de tensão arterial normal estava situado em cifras iguais ou superiores a 160/95 mmHg, oscilava entre o 20%-30% da população. Estas cifras ascendem até o 30%-40% por cento, ou superiores, quando se aplicam os critérios actuais de normalidade tensional.  

A sua detecção e controlo razoável são fáceis. Apesar disso, num recente estudo epidemiológico realizado em Itália, a grande escala, só 44,5% dos hipertensos conheciam que o eram, e 72% destes estavam a ser tratados com fármacos, e unicamente o 15,5% dos tratados estavam controlados optimamente. A pressão é a força com que o sangue circula pelo interior das artérias de nosso corpo. O coração é o motor da circulação sanguínea, com cada um de suas batidas distribui sangue a todos os pontos do corpo através dos vasos sanguíneos: as artérias. Quando o coração se contrai (sístole) o sangue é impulsionado à árvore arterial e neste momento a tensão é máxima ou sistólica e quando se relaxa (diástole) a pressão é mínima ou diastólica. Portanto a pressão se expressa por dois valores Pressão arterial máxima ou sistólica. · Pressão arterial mínima ou diastólica. A pressão arterial não é sempre a mesma. AO longo do dia se vão produzindo aumentos e descidas normais dependendo da actividade que se realize ou do estado afectivo em que nos encontremos.  

HIPERTENSÃO

 Em algumas pessoas, essa força com que o sangue circula pelo organismo (pressão arterial) encontra-se aumentada de forma crónica, dizemos então que existe hipertensão arterial. A hipertensão é uma doença que não dá sintomas durante muito tempo e deixar a sua evolução sem tratamento pode ser que o primeiro sintoma que dela se tenha, seja uma complicação severa como um enfarte de miocárdio ou uma hemorragia ou trombose cerebral, entre outras patologias cardiovasculares, transtornos que se podem evitar se a tratamos e controlamos adequadamente. 

VALORES LIMITES – Hoje aceites como normais são 140 mm de Hg para a pressão arterial sistólica e 90 mm de Hg para a diastólica, popularmente estas cifras de pressão se conhecem como 14 e 9.  

PERIGO DA HIPERTENSÃO

 A diferença de sobrevivência que há entre um indivíduo com cifras normais de pressão arterial e um hipertenso se deve a que no hipertenso as artérias se endurecem à medida que vão suportando a pressão alta de forma contínua, fazem-se mais gordas e tortuosas, podendo verse dificultado a circulação de sangue através delas. Isto se conhece com o nome de arteriosclerose e está acelerada nas pessoas hipertensas. Portanto, a gravidade da hipertensão essencial reside em que constitui um importante factor de risco para as doenças cardiovasculares e que não apresenta sintomas. Se não se controlam adequadamente os índices de tensão arterial elevada, com o tempo as consequências deste transtorno aparecerão e se afectarão os rins, o coração, os olhos, o cérebro e tudo ao sistema cardiovascular. A pressão elevada faz que aumente o trabalho do coração, o qual incrementa de tamanho e pode chegar a debilitar provocando o que se conhece como insuficiência cardíaca. 

O primeiro risco da hipertensão é o enfarte de miocárdio, um hipertenso não tratado tem, como média, mais 10 vezes o risco de morrer de enfarte que um indivíduo com tensão normal. A contínua pressão dentro das principais artérias do cérebro pode chegar a produzir trombos ou rupturas arteriais, podendo dar lugar a hemorragias, dano nas células nervosas, perda de cor, paralisia, etc. rim também sofre as consequências da hipertensão arterial e entre os pacientes hipertensos se produz insuficiência renal com mais frequência que entre os pacientes com a tensão normal. Os pequenos vasos do fundo do olho também se vêem ameaçados pela hipertensão, sua rotura produz hemorragia chegando-se inclusive à perda da visão. 

CONTROLO DA HIPERTENSÃO

 Se estima que um 20 por cento da população adulta tem hipertensão ou aumento da pressão sanguínea nas artérias. A pressão arterial se eleva quando a pessoa está agitada ou activa, e baixa ao dormir.  

A pressão arterial varia com a idade, o sexo, a altitude, o desenvolvimento muscular, a tensão e fadiga. 

A pressão arterial normal num adulto sentado e descontraído não deveria passar de 145/90 mm Hg. Defendo estes valores como máximos normais, e há quem defenda outros.  

A existência de cifras mais altas pode ser devida a alterações no rim, hormonais ou no endurecimento das paredes das artérias por depósitos de gordura. Nestes casos se podem produzir danos graves no coração e no cérebro, bem como nos rins, o que nos indica a importância de detectar, prevenir e tratar adequadamente a hipertensão arterial, sobretudo evitando ou corrigindo os factores de risco. 

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma 





O Cérebro

15 10 2007

Um enfarte cerebral ou ictus é o equivalente de um cardíaco mas que, neste caso, afecta o cérebro. Em outras palavras, uma artéria que leva sangue ao cérebro está completamente obstruída provocando uma paralisia, dificuldade na fala ou perda da visão, dependendo da área do cérebro à qual não chega o sangue. Também é possível que as artérias do cérebro cheguem a romper-se, produzindo-se um derrame ou hemorragia cerebral que pode ter efeitos mortais sobre o paciente. O ataque ou derrame cerebral é uma lesão cerebral causada pela interrupção da corrente sanguínea e os desencadeantes podem ser:  Trombose: é o bloqueio de uma artéria do pescoço ou do cérebro, causada pela acumulação de colesterol. Aproximadamente 60 por cento de todos os derrames cerebrais ocorrem por causa de tromboses.  Embolia: é o bloqueio de uma artéria do pescoço ou do cérebro, causada por um coágulo. Estes coágulos podem ser coágulos sanguíneos, formados em outra parte do corpo e viajam até o coração, ou podem ser parte dos depósitos gasosos que se encontram nas artérias. Aproximadamente 20 por cento dos derrames cerebrais são por causa de embolias.

Hemorragia: é a ruptura de uma artéria no cérebro ou na superfície. Tais rupturas são causadas pela debilitação do lado da artéria ou por uma anormalidade congénita do sistema de circulação do cérebro. As hemorragias podem ocorrer no cérebro ou no espaço entre o cérebro e a membrana protectora. Aproximadamente 20 por cento dos derrames cerebrais são por causa de hemorragias. Os ictus ou enfartes cerebrais se apresentam de forma súbita e são o resultado de uma série de hábitos de vida e de circunstâncias pessoais pouco saudáveis. Os vasos sanguíneos são o alvo destas agressões e, depois de anos de sofrer um dano continuado, expressam sua queixa final e rotunda: o ictus.  

Embolia Pulmonar

 A embolia pulmonar pode ser produzida por um trombo. Quando se desenvolve um trombo e se liberta a parede pode ir pelo sistema circulatório e chegar ao coração onde pode provocar uma embolia se atravessa a circulação arterial. Se passa através do músculo cardíaco, pode chegar aos pulmões e gerar o processo. Ao obstruir os vasos pulmonares, há uma zona do pulmão que não pode trocar o oxigénio e o anidrido carbónico do sangue. É quando se produz uma situação na qual o paciente é incapaz de fazer este intercâmbio e pode degenerar numa situação grave. FACTORES DE RISCO: ·        Hipertensão arterial. É o factor de risco mais importante para qualquer doença cardiovascular. Por isso, devem-se seguir controlos de pressão arterial periodicamente. A alimentação deve ser baixa em sal e a comida fresca, consumir fruta e verdura diariamente para aumentar o potássio de sua dieta.·        Fumo. O consumo de cigarro está relacionado com a obstrução das artérias do cérebro e do coração. Ademais, a nicotina aumenta a tensão arterial.·        Diabetes. O aumento de glucose no sangue tem efeitos prejudiciais em todas as artérias do corpo, incluído o cérebro. Ademais, produz complicações que aumentam o risco de sofrer um enfarte, tanto cardiovascular como cerebral.·        Colesterol. O consumo de gorduras, especialmente se tem alto o nível de colesterol, faz que aumentem as lesões arteriais (arteriosclerose) que podem desencadear transtornos cardiovasculares.·        Sobrepeso. É primordial realizar uma alimentação adequada às doenças que se padeçam (diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia), mas, em qualquer caso, há que evitar o sobrepeso. Por isso, deve-se comer só o necessário para manter ou diminuir o peso. ·        Exercício físico. O exercício ajuda a consumir possíveis excessos de glucose no sangue, reduz o peso e permite um melhor controlo da tensão arterial. Melhora também o funcionamento do coração e reduz o risco de sofrer enfartes de miocárdio. Aumenta a elasticidade dos músculos e articulações.  

CONSELHOS PARA MELHORAR A SAÚDE CARDIOVASCULAR

 Adquirir o hábito de fazer exercício com regularidade (ideal, todos os dias uma hora ou pelo menos três vezes à semana 30 minutos). -          Caminhar ao ar livre a uma velocidade aproximada de 4 quilómetros por hora. Ao exercitar o corpo diariamente se melhora a função muscular cardíaca, pode-se manter o peso adequado e se diminui a pressão arterial e a ansiedade. -          Alimentar-se bem, de forma equilibrada e natural, com abundantes frutas e verduras e diminuindo a quantidade de gorduras, sal, açúcar e alimentos processados industrialmente, e beber abundante água. -          Tentar evitar ou dominar o stresse.-          Controlar periodicamente a pressão arterial. -          Deixar de fumar e beber álcool de forma moderada. -          Ir periodicamente ao médico para revisão.  

Eu sei que no Brasil tem comida deliciosa. Na Europa também. Tem a cervejinha. E me perguntam… Se deixar tudo isso eu vou viver muito? Isso não sei, mas garanto que aumenta a probabilidade de viver mais tempo e melhor.

Prof. Doutor Carlo Bourbon Parma

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Coração, esse órgão ignorado

11 10 2007

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Os transtornos do coração são responsáveis pelo maior número de mortes do que qualquer outra doença nos países desenvolvidos e podem surgir como consequência de defeitos congénitos, infecções, estreitamento das artérias coronárias, tensão arterial alta ou transtornos do ritmo cardíaco. Neste sentido, qualquer alteração do coração e das artérias e dos vasos (inclusos os linfáticos) pode ocasionar múltiplos transtornos em si e outras doenças associadas. A doença coronária começa quando nestes pequenos vasos se desenvolvem as chamadas placas de ateroma (arteriosclerose) que são um cúmulo de colesterol, cálcio e outras substâncias nas paredes dos vasos. Então se compromete em maior ou menor grau o fluxo de oxigénio e nutrientes ao próprio coração, com efeitos que variam desde uma angina de peito (quando a interrupção do fluxo de sangue ao coração é temporário) ou um enfarte de miocárdio (quando é permanente e irreversível), até uma insuficiência cardíaca. A arteriosclerose nos diferentes vasos ocorre de forma irregular, nuns bens mais do que em outros. A presença num vaso de placas de ateroma faz que em dito vaso existam estreitamentos e que neles se desenvolva mais facilmente um trombo, um coágulo de plaquetas, proteínas da coagulação e refugos celulares que acabam tapando o vaso. Uma embolia é um trombo que viajou pelo sangue até chegar a um vaso pequeno onde se encrava como um êmbolo.  Façam o favor de ser felizes. Cuidem do seu coração. A alegria do seu coração começa pela sua boca e as pernas servem para se para se mover. Saia do sofá e mova-se pela sua saúde. Faça seu coração sorrir. 

Arteriosclerose

 É a denominação genérica de certo número de doenças nas que se produzem endurecimento, engrossamento e perda de elasticidade da parede arterial devido à idade e depósitos de gordura. Esta doença produz atrofia e degeneração das pequenas artérias musculares ou arteríolas (arteriolosclerosis) e também nos grandes vasos, que, na sua forma mais grave, provoca a obstrução do vaso. Devido a seus efeitos sobre o cérebro, o coração, os rins e outros órgãos vitais, a arteriosclerose e, algumas de suas consequências, o acidente vascular cerebral (AVC) e o enfarte agudo de miocárdio seguem representando a causa principal de mortalidade. Entre os factores de risco prováveis se incluem a inactividade física e a idade avançada. A prevalência da aterosclerose aumenta nas mulheres post-menopausa, nas que começam a acercar-se à dos varões do mesmo grupo de idade. Os factores de risco modificáveis da aterosclerose são os altos índices de colesterol, a hipertensão, o consumo de cigarros, a obesidade e a inactividade física. No entanto, há outros que não podem modificar-se como padecer de diabetes mellitus, pertencer ao sexo masculino e ter antecedentes familiares de aterosclerose prematura.  Angina de peito É a fase que precede usualmente a um enfarte agudo de miocárdio e, depois dela, alguma das artérias que conduzem o sangue aos músculos do coração ficam parcialmente obstruída por arteriosclerose, o que reduz o fluxo sanguíneo a vários órgãos do corpo, em particular ao coração. A angina é um sintoma e não uma doença. É o resultado directo da falta de sangue no músculo cardíaco (isquemia). Quando se esforça, o coração precisa mais oxigénio para trabalhar e quando as artérias coronárias estão afectadas e não podem ajustar-se ao aumento da procura de sangue, os nervos do coração transmitem mensagens dolorosas de aviso urgente ao cérebro. A dor referida ou irradiada se deve a que o cérebro, por confusão, sente os impulsos desde localizações próximas como os braços, o pescoço ou a mandíbula. A angina é uma doença muito frequente. Nos homens ocorre geralmente depois dos 30 anos de idade, e nas mulheres mais tarde.  

Enfarte de miocárdio

 Um ataque cardíaco ou enfarte miocárdico produz-se quando um coágulo cria obstáculos completos a uma das artérias coronárias, as que irrigam o coração; a falta de sangue nos tecidos do coração produz uma destruição parcial ou total do músculo cardíaco. A vítima de um ataque cardíaco usualmente se queixa de uma dor intensa e persistente no tórax, que lhe pressiona o peito e que pode estender-se ao pescoço, ombro e braço esquerdo. Outros sintomas que o advertem são: desmaio, suor, náuseas e falta de ar. Esta é uma emergência médica que, em casos graves, pode produzir paragem cardiorrespiratória e a morte do paciente, pelo que requer hospitalização imediata. O enfarte agudo de miocárdio ocasiona, em muitas ocasiões, mortes prematuras de pessoas em plena etapa produtiva da vida e, e quem a supera, pode chegar a deixar sequelas graves como incapacidade prolongada e invalidez. No entanto, em ocasiões, depois de uma lesão cardiovascular causada por uma doença (como ocorre depois de um ataque cardíaco, uma infecção vírica ou algumas outras doenças), esta acção de bombeio pode debilitar-se. O coração é então incapaz de fornecer sangue suficiente para cobrir as necessidades do organismo, é quando se produz uma insuficiência cardíaca. Sempre que sintam algum destes sintomas não entrem em pânico e chamem alguém de sua família ou amigo para levar ao hospital mais próximo. 

Sintomas da insuficiência cardíaca

Uma pessoa pode perceber os primeiros sintomas de insuficiência cardíaca se sente mais cansaço do que habitual e falta de alento quando realiza exercício, devido a que seus músculos não obtêm todo o sangue que precisam. Em caso de insuficiência cardíaca, o coração não é capaz de extrair todo o sangue dos pulmões, pelo que estes se congestionam, fazendo difícil a respiração. Assim mesmo, as pessoas que sofrem esta alteração se lhes incham os pés e os tornozelos, já que, quando se retarda o fluxo de sangue, o organismo retém mais água. Também é habitual que se urine com mais frequência do habitual pela noite e, as vezes, o coração parece bater mais rápido ou irregularmente. As pessoas que padecem insuficiência cardíaca quase sempre melhoram ao combinar mudanças do estilo de vida e uma medicação que ajude a melhorar a circulação sanguínea.

Prof. Dr. Carlo Bourbon Parma  

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Coração Sorridente

11 10 2007

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Por favor cuidem vosso coração 

Façam exercício físico e sejam felizes 

Prof. Dr. Carlo Bourbon Parma

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